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27 de outubro de 2017

Gestão da criatividade e inovação nas empresas: Caos organizado?

Saiba mais sobre a gestão da criatividade e inovação nas empresas.

Paredes cobertas de post-its, pufes coloridos, mesas de pebolim, horários flexíveis, teletrabalho, ferramentas colaborativas online e até protótipos feitos de massinha de modelar ou com peças de lego são o cenário estereotipado desta busca desenfreada pela criatividade e inovação nas organizações.

A verdade é que este tipo de iniciativa para a gestão da criatividade e inovação nas empresas é saudável e muito estimulante para os funcionários de gerações mais novas.

Por outro lado, algumas culturas organizacionais mais rígidas (como em agências de fiscalização governamental, empresas de auditoria e escritórios de direito, por exemplo) podem sentir um choque com este modelo de comportamento.

Nesse contexto, elencamos 5 diretrizes ou pilares que podem ajudar na gestão da criatividade e inovação nas empresas e que visam 2 objetivos principais: Não travar os processos criativos e a vontade de inovar na organização e organizar essas iniciativas de forma concreta, para que não se transformem em sonhos impossíveis.

Para isso, é preciso modelar um processo de inovação criativa, que pode ser resumido nas 5 fases que apresentaremos a seguir.

 

Etapas para implantar a gestão da criatividade e inovação nas empresas

O caos criativo existe e pode funcionar bem em alguns ambientes, mas um pouco de ordem nesse processo ajuda a obter resultados concretos e mais duradouros.

Gestão da criatividade e inovação nas empresas

 

Comunique claramente a todos: queremos inovar

Muitas empresas não deixam claro como a inovação é importante e que este tipo de iniciativa é valorizada.

Discursos esporádicos e memorandos frios não combinam nem um pouco com uma efetiva gestão da inovação e da criatividade na empresa.

Com o enorme número de ferramentas colaborativas para comunicação interna hoje disponíveis, é importante criar uma plataforma de inovação, definindo quais os objetivos da empresa, que mercados pretende desenvolver, tecnologias disponíveis e outras informações.

Mas isso deve ser uma diretriz não limitante: trata-se de uma forma de formalizar este desejo inovador da organização e criar um espaço para discussão de ideias, um ponto de partida.

Uma mídia social interna, que pode ser criada até mesmo do G+ corporativo ou do Workplace, entre outras ferramentas, é uma maneira excelente de divulgar sua política de criatividade e inovação na empresa.

 

Organize o tempo para inovar

Já ficou famoso o caso do Google, que permite que seus funcionários usem 20% de seu tempo de trabalho na empresa para se dedicar a projetos pessoais e inovadores.

Mas, mais uma vez, se as regras do tempo disponível para inovação não forem divulgadas adequadamente, seus colaboradores não se sentirão seguros para isso.

Existem 4 modelos principais de gestão da criatividade e inovação na empresa, adote o que mais tiver relação com a cultura e os objetivos de seu negócio:

  • Tempo livre indeterminado: cada colaborador escolhe se, quando e quanto tempo vai usar em projetos inovadores;
  • Tempo estimulado: muito semelhante ao primeiro modelo, a diferença é que fica bem claro que este tempo empregado em inovação é extremamente valorizado pela empresa;
  • Tempo determinado: neste caso, existem eventos, palestras, concursos e reuniões específicas em que os colaboradores deverão se dedicar às iniciativas criativas;
  • Tempo definido: é o caso do Google, em que se define uma porcentagem do tempo de trabalho que pode ser usada para inovar.

 

Controle atividade e resultados

É importante que a gestão da criatividade e inovação nas empresas defina uma maneira de medir quanto tempo e recursos estão sendo usados para inovar e quais os resultados obtidos.

Assim, será possível aperfeiçoar a política de inovação constantemente, incentivando e normatizando as práticas que geraram mais lucros ou atingiram outras metas estabelecidas pela empresa.

 

Reconhecimento

Gerar ideias inovadoras faz parte do trabalho dos funcionários, mas isso não impede a empresa de reconhecer esses esforços com diplomas e até mesmo com prêmios na forma de bônus e promoções, para os autores dos projetos que geraram mais lucro para o negócio.

 

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